Brasileiro aprende com a vida aquilo que a escola nunca ensinou
Depois de anos de estudo, milhões de brasileiros descobrem que o difícil começa quando a escola termina
Melhor Não Ler|Do R7

A escola ensina uma porção de coisas, incluindo disciplinas que têm nomes bonitos, mas nem sabemos ao certo o que, de fato, ensinam. Digamos que essas “modernidades” tenham seu valor, mas, quando chega a vida adulta, o brasileiro descobre que ninguém lhe ensinou a interpretar um contrato antes de assiná-lo, entender por que o salário diminui antes mesmo de cair na conta ou calcular juros compostos para não comprar uma geladeira financiada pagando o preço de um carro.
E, falando em juros, o brasileiro se tornou o rei dos empréstimos e financiamentos justamente porque não entende que as taxas de juros no Brasil estão entre as mais altas do mundo, principalmente nas modalidades às quais ele mais recorre: cheque especial e rotativo do cartão de crédito.
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E o que dizer da aposentadoria? A pirâmide previdenciária já está desmoronando, mas não há uma matéria sobre previdência privada para que o aluno de hoje não seja o trabalhador sem aposentadoria de amanhã.
O brasileiro geralmente aprende essas coisas da pior maneira possível: errando. Assina contratos sem ler, financia sem calcular, investe sem entender, cai em golpe, paga imposto sem saber por quê e só descobre como as coisas funcionam depois de perder tempo, dinheiro ou os dois.
Talvez esteja na hora de a educação brasileira encarar um problema real: parar de apresentar currículos teóricos maravilhosos, que muitas vezes nem são plenamente assimilados, e passar a ensinar a sobreviver à realidade de um país complicado como o nosso.
Pode ser que uma aula de “protagonismo juvenil” seja útil enquanto se é jovem, mas entender os riscos e o custo de um financiamento habitacional de trinta e cinco anos talvez seja um pouco mais importante durante o resto da vida.
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