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Traficante descobre como empreender dentro de penitenciária

Presidiário constrói 112 suítes para visitas íntimas esperando lucrar R$ 120 mil por mês

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Thiago Topete, um traficante preso em Goiás, construiu 112 suítes na penitenciária para visitas íntimas.
  • O objetivo do projeto era lucrar R$ 120 mil por mês com o aluguel das unidades.
  • A construção foi concluída em menos de 20 dias, com um custo total de R$ 190 mil, incluindo propina ao diretor do presídio.
  • A Superintendência de Administração Penitenciária descobriu o esquema e demoliu as construções, revelando um caso maior de corrupção.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pessoa contando dinheiro; auxílio será pago a famílias com renda de até R$ 218 por pessoa
Presidiário pretendia cobrar pelo uso de suítes para visitas íntimas para lucrar R$ 120 mil por mês

Um traficante preso em Goiás levou a sério a ideia de que o empreendedorismo é o caminho para o Brasil que a gente quer. Ou melhor, o Brasil que ele quer, pelo menos: o país onde a realidade é sempre mais absurda do que qualquer ficção.

O caso não é novo, mas como voltou a circular nas redes sociais e nós somos adeptos da máxima “recordar é viver”, bora pra mais uma!


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Em 2015, dentro da Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia, Thiago César de Souza, conhecido como Thiago Topete, decidiu transformar uma “necessidade” dos cupinchas de prisão em oportunidade de negócio. Ocorre que os tais condenados, digo, as pobres vítimas da sociedade, eram obrigadas a receber suas companheiras em barracas improvisadas com cobertores em suas visitas íntimas.

O topetudo, então, enxergou ali um “nicho de mercado” e teve a ideia de construir nada mais, nada menos do que 112 quitinetes para os “momentos de lazer” de seus companheiros de tranca. Mas como tudo tem preço nessa vida, o empreendedor presidiário pretendia cobrar pelo uso de cada unidade e, pelos seus cálculos, daria para lucrar R$ 120 mil por mês.


E se você acha que construções e reformas sempre levam o triplo do tempo estipulado, veja só que exemplo de competência no empreendimento do topetudo: em menos de 20 dias a obra estava praticamente pronta!

Quanto ao custo, não chegou nem a R$ 200 mil: foram R$ 120 mil em materiais e outros R$ 70 mil pagos diretamente ao diretor do presídio. Propina mais do que merecida, afinal, foi o diretor quem fez tudo acontecer: comprou o material, coordenou a coisa toda e ainda manteve o bico calado. Quem não gostaria de ter um mestre de obras como esse?


Mas aí a malvada da Seap (Superintendência de Administração Penitenciária) ficou sabendo do empreendimento e mandou demolir tudo. O caso viraria, tempos depois, parte da Operação Livramento, uma investigação que expôs um esquema bem maior de corrupção por trás da tal obra.

É, meus amigos, e foi assim que o sonho de mais um empreendedor desmoronou diante de seus olhos. Desta vez, literalmente.

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