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Veja como isso é bom: preços altos não passam de “sensação”

Comentarista explica que no supermercado o que importa são os índices de inflação, não os preços

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Será que dá para pagar a conta do supermercado mostrando um gráfico do IPCA?

A sacerdotiza da inflação, também conhecida como a comentarista do “veja como isso é bom”, calçada com seus sapatinhos vermelhos, explicou aos brasileiros, na semana passada, o que acontece quando vamos ao supermercado.

Segundo a guardiã dos índices oficiais, quando gastamos o mesmo dinheiro, mas compramos cada vez menos, temos a “sensação” de que os preços estão altos. Porém, caros leitores, o que vale são os índices. Afinal, sensação é aquela coisa que dá e passa, não é mesmo?


O que interessa é que a batata caiu, o “tumati” caiu e até o café caiu. E quem os derrubou foram os índices econômicos. Se o consumidor tem outra sensação, infelizmente, não se pode fazer nada. A não ser, claro, explicar aos brasileiros que o que interessa são os números oficiais e não o que eles põem, ou melhor, tiram do carrinho.

Só tem um pequeno probleminha… não dá para pagar arroz, feijão, carne, café e nem mesmo o “tumati” mostrando um gráfico do IPCA. O dono do mercado – aquele explorador malvadão – só recebe em dinheiro, pix, cartão. E aí é que a porca torce o rabo.


Mas, calma… veja como isso é bom! Se o brasileiro vive cercado de “sensações”, como sensação de que o aluguel aumentou, de que a conta de luz subiu, de que cem reais não enchem duas sacolinhas de supermercado, basta entender que todas essas sensações desaparecem quando a fatura do cartão chega. Sim, elas desaparecem imediatamente, afinal, viram realidade.

Agora você entendeu por que esta coluna se chama Melhor não ler.


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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