Logo R7.com
RecordPlus
Melhor Não Ler

Trabalhar dá trabalho. Receber sem fazer nada é bem mais simples

Enquanto o empreendedor tenta criar riqueza, o Estado cria cada vez mais impostos, obrigações e burocracias

Melhor Não Ler|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Se o empreendedor está se dando bem, o Estado tem que se dar melhor! Foto: ACSP/Divulgação

Ser empreendedor no Brasil é uma experiência que requer, antes de mais nada, muita coragem e fé. Antes mesmo de abrir as portas, vêm alvarás, licenças, inscrições, taxas, impostos e uma papelada que faria qualquer cartório pedir reforço.

Depois que a empresa começa a funcionar, surgem outras missões quase impossíveis: pagar impostos mesmo quando não há lucro, honrar salários mesmo quando o caixa está no vermelho e descobrir que os governos municipal, estadual e federal nunca aceitam a justificativa de que “o mês foi fraco”. Afinal de contas, para o Estado, nunca é.


Veja Também

Aliás, esse é o grande sócio da empresa: o Estado brasileiro. Ele não investiu um centavo no negócio, não assinou financiamentos, não deu garantias, não trabalhou um dia sequer, muito menos virou noites tentando ter ideias para manter as portas abertas e nunca correu o risco de perder tudo.

Ainda assim, aparece para receber sua parte rigorosamente em dia. E, caso não receba tudo o que é dele por “direito”, ameaça fechar as portas de vez. Sim, o Estado brasileiro é capaz de sufocar quem produz riqueza porque sabe que sempre haverá outros contribuintes para sustentar a máquina. Ele jamais perde.


Se a empresa lucra, ele arrecada. Se empata, ele arrecada. Se dá prejuízo, também arrecada. E, se o empreendedor conquista clientes e reduz custos para manter o negócio vivo, o Estado cria mais uma obrigação acessória, mais uma declaração, mais uma taxa, mais um tributo e ainda aumenta a alíquota de algum imposto que já existia. Se o empreendedor está se dando bem, o Estado tem que se dar melhor!

No fim do mês, o empresário faz contas para descobrir se sobrou algum dinheiro depois de pagar salários, fornecedores, aluguel, energia, financiamentos e impostos. O Estado não precisa fazer conta alguma. A parte dele já foi retirada muito antes de o empreendedor descobrir se o esforço do mês deu lucro ou prejuízo.


Sob a alegação de que o Estado precisa arrecadar para financiar serviços públicos – que, muitas vezes, o cidadão acaba pagando novamente na iniciativa privada –, ele acaba agindo como um sócio privilegiado: participa da riqueza produzida, mas não assume risco algum para produzi-la.

Agora você entendeu por que esta coluna se chama Melhor Não Ler.


Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.