Herança e sucessão patrimonial não são ‘coisas de rico’, mas milhões de brasileiros ignoram essa realidade
Falta de planejamento traz, além do luto, preocupações e despesas que poderiam ser evitadas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um ditado americano afirma que as únicas coisas certas na vida são a morte e os impostos. E, por mais que ninguém goste de pensar nelas, ignorá-las certamente é ainda pior.
Sabemos que a cultura brasileira tem pouca tradição de prevenção e que “deixar tudo para a última hora” é praticamente um estilo de vida para muitos. E assim, a saúde é frequentemente negligenciada, a segurança doméstica só acontece depois de algum incidente e questões financeiras são deixadas para depois, o que quase sempre faz tudo custar mais caro. O que parece aliviar o presente é, na verdade, a criação de problemas maiores para o futuro.
Mesmo o seguro de veículo, modalidade mais popular do Brasil, representa um baixo percentual de contratação, mesmo com altos índices de roubos, furtos e colisões. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em 2024, apenas 30% dos veículos brasileiros possuíam seguro.
Mas quando o assunto é herança e planejamento sucessório, os números da prevenção são ainda mais baixos. Ainda mais porque grande parte dos brasileiros, principalmente das classes mais baixas, costuma acreditar que isso é “coisa de rico”. Na verdade, diante de um falecimento, quanto menor a renda da família, maior tende a ser o impacto no orçamento. Além do luto, a família terá de lidar com preocupações financeiras, burocracia e a tomada de decisões urgentes em um momento de fragilidade emocional.
Panorama financeiro X despesas inevitáveis
Segundo dados da Anbima/Datafolha, divulgados em abril de 2026, 48% das pessoas das classes D/E não têm nenhum dinheiro guardado e, entre os que têm, o valor médio da reserva é de apenas R$ 1.200. Em relação à classe C, maior faixa econômica do país, 31% não têm nenhuma reserva e, entre os que possuem, o valor médio é de R$ 5 mil.
Em contrapartida, as despesas imediatas que a perda de um familiar traz, dependendo da região do país e dos serviços contratados, podem chegar a milhares de reais. Tomando a cidade de São Paulo como exemplo, a gratuidade dos serviços funerários é destinada principalmente às famílias inscritas no CadÚnico que atendam aos critérios de renda estabelecidos pelo município. As demais famílias podem solicitar o Funeral Social, cujo custo ultrapassa facilmente R$ 1.000, quando somadas as tarifas funerárias e cemiteriais.
Uma ação preventiva que pode livrar a família de um provável endividamento são os planos funerários que, em muitos casos, têm baixo custo, com mensalidades equivalentes ao preço médio de 500g de café. Ainda assim, cerca de 74% dos brasileiros não possuem assistência ou seguro funeral.
Raio X das heranças no Brasil
A maior parte das heranças no Brasil não é composta por grandes patrimônios, mas sim por bens de uso essencial, como a casa própria, principalmente nas classes C, D e E, e veículos. Mas para que a família receba esses bens, podem surgir despesas com inventário, ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos), honorários advocatícios, custas cartoriais e regularização de bens.
Porém, há mecanismos que diminuem consideravelmente essas despesas e que podem proporcionar uma transição mais tranquila e com mais segurança financeira. No próximo artigo, veremos como planejar a sucessão patrimonial.
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