Sem perseverança e uma dose de insatisfação não há sucesso
Talento é indispensável, mas garra, persistência e um toque de contrariedade completam a receita

Nos mais de quinze anos atendendo micro e pequenos empresários, é bastante comum ouvir queixas sobre uma suposta falta de talento, principalmente por parte das mulheres. Por essa razão, quero começar este texto desfazendo o que chamo de “mito da pessoa sem talento”. Sim, isso não passa de um mito.
Para Don Clifton – reconhecido pela American Psychological Association (Associação Americana de Psicologia), como o pai da Psicologia dos Pontos Fortes –, o talento tem uma base genética, ou seja, uma facilidade inicial, mas depende de conhecimento e prática para se transformar em um ponto forte. Para demonstrar seu ponto, ele desenvolveu a fórmula:
TALENTO (genética) X INVESTIMENTO (conhecimento e prática) = PONTO FORTE
Sem dúvida, nossos pontos fortes dão a propulsão necessária para começarmos a trilhar o caminho do sucesso. Porém, esses ingredientes não entregam a receita completa.
Sucesso vem de não se abater diante das derrotas
“Certas pessoas são dedicadas quando as coisas vão bem, mas desmoronam diante de uma situação adversa.” A frase é do livro Garra – O Poder da Paixão e da Perseverança (Ed. Intrínseca), de Angela Duckworth. Ela é professora de Psicologia da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e já foi conselheira na Casa Branca e no Banco Mundial.
Duckworth destaca o que acontece na mente das pessoas diante dos fracassos: se deixam-se abater ou se persistem até realizar o que desejam. E essa é uma grande bifurcação no caminho rumo ao sucesso. Quem sucumbe diante das derrotas acaba ficando pelo caminho, enquanto quem persiste continua na corrida. Para cruzar a linha de chegada, o pulo do gato está na combinação de perseverança com uma certa dose de insatisfação.
“Aos próprios olhos, [os bem-sucedidos] nunca eram competentes o suficiente para tanto. Eram o oposto de satisfeitos consigo mesmos”, afirma a autora. Essa insatisfação é uma das forças que levam a pessoa a se esforçar mais e a buscar melhorarias continuamente. É uma espécie de confirmação do ditado “o bom é inimigo do melhor”, afinal, quem está satisfeito com o bom não tem motivos para buscar algo melhor.
Talento, sem dúvida, é algo imprescindível. Porém, sem perseverança, insatisfação e direção, provavelmente será um tesouro desperdiçado.
Nota: Texto de autoria humana, integralmente elaborado e redigido pela autora, com revisão assistida por IA.
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