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Patricia Lages
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Sem perseverança e uma dose de insatisfação, não há sucesso

Talento é indispensável, mas garra, persistência e um toque de contrariedade completam a receita

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O mito da "pessoa sem talento" é desfeito, destacando que talento é uma combinação de genética, conhecimento e prática.
  • Angela Duckworth enfatiza que sucesso depende de perseverança e a habilidade de lidar com fracassos.
  • Insatisfação é vista como um motor para o esforço contínuo e a busca por melhorias.
  • Talento é essencial, mas sem perseverança e insatisfação, pode se tornar um recurso desperdiçado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pontos fortes dão propulsão para trilhar o caminho do sucesso, mas não entregam a receita completa Magnific/Freepik

Nos mais de quinze anos atendendo micro e pequenos empresários, é bastante comum ouvir queixas sobre uma suposta falta de talento, principalmente por parte das mulheres.

Por essa razão, quero começar este texto desfazendo o que chamo de “mito da pessoa sem talento”. Sim, isso não passa de um mito.

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Para Don Clifton – reconhecido pela American Psychological Association (Associação Americana de Psicologia) como o pai da Psicologia dos Pontos Fortes –, o talento tem uma base genética, ou seja, uma facilidade inicial, mas depende de conhecimento e prática para se transformar em um ponto forte. Para demonstrar seu ponto, ele desenvolveu a fórmula:

Talento (genética) X Investimento (conhecimento e prática) = ponto forte

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Sem dúvida, nossos pontos fortes dão a propulsão necessária para começarmos a trilhar o caminho do sucesso. Porém, esses ingredientes não entregam a receita completa.

Sucesso vem de não se abater diante das derrotas

“Certas pessoas são dedicadas quando as coisas vão bem, mas desmoronam diante de uma situação adversa.” A frase é do livro Garra – O Poder da Paixão e da Perseverança (Ed. Intrínseca), de Angela Duckworth. Ela é professora de Psicologia da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e já foi conselheira na Casa Branca e no Banco Mundial.

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Duckworth destaca o que acontece na mente das pessoas diante dos fracassos: se deixam-se abater ou se persistem até realizar o que desejam. E essa é uma grande bifurcação no caminho rumo ao sucesso.

Quem sucumbe diante das derrotas acaba ficando pelo caminho, enquanto quem persiste continua na corrida. Para cruzar a linha de chegada, o pulo do gato está na combinação de perseverança com uma certa dose de insatisfação.

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“Aos próprios olhos, [os bem-sucedidos] nunca eram competentes o suficiente para tanto. Eram o oposto de satisfeitos consigo mesmos”, afirma a autora. Essa insatisfação é uma das forças que levam a pessoa a se esforçar mais e a buscar melhorias continuamente. É uma espécie de confirmação do ditado “o bom é inimigo do melhor”, afinal, quem está satisfeito com o bom não tem motivos para buscar algo melhor.

Talento, sem dúvida, é algo imprescindível. Porém, sem perseverança, insatisfação e direção, provavelmente será um tesouro desperdiçado.

Nota: Texto de autoria humana, integralmente elaborado e redigido pela autora, com revisão assistida por IA.

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