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Patricia Lages
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Série Seu Dinheiro: Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívidas?

Comparar o custo total das duas dívidas, e não apenas o valor da parcela, é o que define se a troca vale a pena

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trocar uma dívida cara por um empréstimo com juros menores, como o consignado, pode ser vantajoso.
  • É crucial comparar o Custo Efetivo Total (CET) das dívidas, não apenas o valor das parcelas.
  • Empréstimos com prazos mais longos podem ter parcelas menores, mas saem mais caros no total.
  • Com o aumento do endividamento das famílias, escolher empréstimos com juros mais baixos pode ajudar a reorganizar o orçamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trocar uma dívida por outra pode ser uma boa estratégia ou criar um problema novo, depende principalmente do custo do crédito. Quando o devedor troca uma dívida cara, como cartão de crédito ou cheque especial, por um empréstimo com juros bem menores, como o consignado, a operação costuma valer a pena.

Mas, se o novo empréstimo tem juros parecidos ou até maiores que o anterior, mesmo com uma parcela mensal menor, o resultado pode ser a criação de um problema financeiro maior, e não uma solução.

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A diferença entre essas modalidades de crédito costuma ser expressiva. Segundo dados do Banco Central, as taxas cobradas no rotativo do cartão de crédito podem ultrapassar 400% ao ano, dependendo da instituição financeira.

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Já os empréstimos consignados, tanto para aposentados e pensionistas do INSS quanto para funcionários em regime CLT, têm taxas de juros bem menores, embora variem conforme a instituição e as condições de contratação.

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Essa diferença nas taxas de juros ao longo do tempo pode representar uma economia de centenas e, dependendo do caso, de milhares de reais no custo total da dívida.

A armadilha mais comum nesse tipo de troca é focar apenas no valor da parcela mensal. Um empréstimo com prazo mais longo pode reduzir o valor pago por mês e, ainda assim, sair mais caro no total, porque os juros incidem por mais tempo sobre o saldo devedor.

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Por isso, antes de tomar a decisão, o mais importante é comparar o Custo Efetivo Total (CET) das duas dívidas, e não apenas o valor da parcela, para saber se a substituição realmente é vantajosa para o orçamento.

Esse tipo de decisão ganha ainda mais peso no cenário atual, em que o percentual de famílias brasileiras endividadas bateu recorde em 2026, segundo a Confederação Nacional do Comércio, com o cartão de crédito como principal fator de comprometimento da renda familiar.

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Nesse contexto, migrar de uma dívida de juros mais altos para uma de juros mais baixos pode ser o ajuste necessário para reorganizar o orçamento, desde que os cálculos sejam feitos com critério antes de assinar qualquer novo contrato.

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