Série Seu Dinheiro: Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívidas?
Comparar o custo total das duas dívidas, e não apenas o valor da parcela, é o que define se a troca vale a pena
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Trocar uma dívida por outra pode ser uma boa estratégia ou criar um problema novo, depende principalmente do custo do crédito. Quando o devedor troca uma dívida cara, como cartão de crédito ou cheque especial, por um empréstimo com juros bem menores, como o consignado, a operação costuma valer a pena.
Mas, se o novo empréstimo tem juros parecidos ou até maiores que o anterior, mesmo com uma parcela mensal menor, o resultado pode ser a criação de um problema financeiro maior, e não uma solução.
A diferença entre essas modalidades de crédito costuma ser expressiva. Segundo dados do Banco Central, as taxas cobradas no rotativo do cartão de crédito podem ultrapassar 400% ao ano, dependendo da instituição financeira.
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Já os empréstimos consignados, tanto para aposentados e pensionistas do INSS quanto para funcionários em regime CLT, têm taxas de juros bem menores, embora variem conforme a instituição e as condições de contratação.
Essa diferença nas taxas de juros ao longo do tempo pode representar uma economia de centenas e, dependendo do caso, de milhares de reais no custo total da dívida.
A armadilha mais comum nesse tipo de troca é focar apenas no valor da parcela mensal. Um empréstimo com prazo mais longo pode reduzir o valor pago por mês e, ainda assim, sair mais caro no total, porque os juros incidem por mais tempo sobre o saldo devedor.
Por isso, antes de tomar a decisão, o mais importante é comparar o Custo Efetivo Total (CET) das duas dívidas, e não apenas o valor da parcela, para saber se a substituição realmente é vantajosa para o orçamento.
Esse tipo de decisão ganha ainda mais peso no cenário atual, em que o percentual de famílias brasileiras endividadas bateu recorde em 2026, segundo a Confederação Nacional do Comércio, com o cartão de crédito como principal fator de comprometimento da renda familiar.
Nesse contexto, migrar de uma dívida de juros mais altos para uma de juros mais baixos pode ser o ajuste necessário para reorganizar o orçamento, desde que os cálculos sejam feitos com critério antes de assinar qualquer novo contrato.
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