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Fernanda Giachini troca fusões e aquisições pela gestão da Di Bari Mercato

Após a maternidade, sócia passou a se dedicar à empresa com o marido, que é o chef da operação de pizzas

Aprendiz de Cozinheira|Aline SordiliOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernanda Giachini deixou a advocacia corporativa após a maternidade para se dedicar à gestão da Di Bari Mercato, empresa que fundou com o marido, Marcos Lee.
  • A Di Bari Mercato, originada da Di Bari Pizza, oferece massas e ingredientes para pizzas, além de operar duas lojas em São Paulo e uma fábrica própria.
  • Fernanda e Marcos dividem responsabilidades: ele cuida da cozinha e qualidade, enquanto ela gerencia administração, finanças e marketing.
  • A empresa expandiu sua produção de pizzas e planeja aumentar ainda mais, com novos equipamentos e foco no fornecimento B2B para otimizar a capacidade da fábrica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fernanda Giachini, sócia da Di Bari Mercato
Fernanda Giachini, sócia da Di Bari Mercato Divulgação

Depois da licença-maternidade, Fernanda Giachini decidiu encerrar uma carreira de quase 20 anos na advocacia corporativa para se dedicar integralmente à Di Bari Mercato, empresa da qual já era sócia. Trabalhava com fusões e aquisições, gostava da intensidade da profissão e, nos últimos anos, atuava em uma multinacional de alimentos.

A filha havia nascido em 2023, e a volta ao trabalho trouxe a necessidade de rever a rotina. “A vida no mundo corporativo, no M&A, não cabia mais para mim”, conta Fernanda Lee.

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A origem do empório está na Di Bari Pizza, inaugurada em 2017 no Ipiranga, em São Paulo, por Rodrigo Lattarulo Schmidt e Mayra Lattarulo Schmidt. Com raízes familiares italianas, o casal trabalhava com pizzas de estilo napolitano e massas de fermentação lenta.

Em 2020, a parceria com Marcos Lee deu origem à Di Bari Mercato, criada para oferecer massas e ingredientes a quem queria preparar pizza em casa. Marcos assumiu a condução do empório, e Fernanda passou a se dedicar integralmente depois de deixar a advocacia.

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Casada há mais de dez anos com o chef Marcos Lee, Fernanda discutiu com o marido a mudança de trabalho e a possibilidade de fazer o negócio crescer. Hoje, ela é responsável pela gestão de uma operação que hoje reúne duas lojas, no Ipiranga e em Cidade Jardim, em São Paulo, além de fábrica própria e 15 funcionários fixos.

Foi nesse ambiente que ela diz ter encontrado uma realização diferente da que tinha no emprego, embora o trabalho continue a acompanhá-la nos momentos em família. “Mesmo quando eu estou com a minha filha, eu estou trabalhando. Mas é uma flexibilidade que eu não tinha antes.”

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O casal divide as responsabilidades: o marido cuida da cozinha, do controle de qualidade e da criação de receitas e produtos; Fernanda responde pela administração, pelas finanças e pela gestão de pessoas, além de participar do marketing.

A divisão convive com as necessidades de cada dia. Ela visita as lojas e acompanha a qualidade das massas na fábrica. “Eu faço a parte financeira, eu dou meus pitacos no marketing, faço tudo ali, faço, vou nas lojas, vejo se a qualidade da massa está boa, a gente faz o que precisa ser feito, né?”.

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Ao falar da expansão, Fernanda compara a produção de cerca de mil pizzas por mês no fim de 2023 com mais de 30 mil unidades mensais em outubro de 2026. Segundo ela, o faturamento também se multiplicou por mais de dez em três anos.

A fábrica abastece três canais de venda: as lojas próprias, que atendem quem vai preparar os produtos em casa, o fornecimento a restaurantes e o varejo, com a presença em pontos como a rede de supermercados Mambo.

Vender a outros negócios permitiu aproveitar uma capacidade de produção que ainda estava disponível. Os restaurantes podiam comprar as bases de pizza em vez de preparar toda a massa em suas cozinhas. Fernanda explica que essa oferta responde à dificuldade de contratar mão-de-obra especializada e ao investimento em máquinas que a produção própria exigiria.

A Di Bari também trabalha no modelo conhecido como white label, produzindo pizzas pré-prontas para outras marcas. O restaurante cliente terceiriza essa etapa, e a fábrica assume o trabalho de entregar a base que ele vai usar.

É na gestão da equipe que Fernanda encontra sua maior dificuldade operacional. Para ela, as pessoas precisam estar felizes e realizadas no trabalho para conseguir produzir bem. Isso exige acompanhar uma equipe formada por pessoas com necessidades variadas que continuam existindo durante o expediente.

“Eu não espero que os meus funcionários tenham o mesmo nível de dedicação que eu tenho”, diz. “Mas faço com que eles tenham condições de trabalho para conseguir produzir enquanto estão ali.”

Em uma iniciativa para estimular as vendas, a equipe criou um e-book gratuito com receitas que usavam os produtos da Di Bari e o distribuiu aos clientes e a ação acabou gerando vendas.

O recado que deixa às empreendedoras é considerar também os dias ruins e usar os problemas para buscar novas soluções. “A gente não para um minuto de pensar no que que a gente vai fazer para conquistar os clientes ali e manter os que a gente já tem, né?”

Os planos para 2027 começam por equipamentos importados que chegaram recentemente à fábrica. Quando falou sobre a expansão, no início de outubro, Fernanda contou que a equipe estava em capacitação para operar as novas máquinas. “Agora estamos capacitando nossos funcionários para que possam operar essas máquinas com cuidado e no máximo potencial delas.”

O treinamento faz parte do trabalho necessário para aproveitar o investimento: a estrutura instalada ainda tem espaço para produzir mais, à medida que os funcionários aprendem a usá-la.

Fernanda estima que o uso pleno dessa estrutura permitiria dobrar o volume de produção atual. Com novos turnos e ajustes na operação, a possibilidade seria triplicá-lo. “Se colocarmos mais um turno, a gente consegue triplicar”, afirma.

Os planos comerciais acompanham a chegada das máquinas e o treinamento dos funcionários. Há um novo ponto de venda ao consumidor em prospecção, com intenção de abertura ainda em 2026, e parcerias de varejo no interior de São Paulo entre as metas.

No curto prazo, porém, Fernanda concentra o esforço no fornecimento a outras empresas, o chamado B2B. É nessa frente que o casal pretende acelerar as vendas para ocupar a capacidade adicional da fábrica, enquanto negocia a expansão do atendimento ao consumidor final.

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