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Saiba a triste história do repórter acusado de estar 'bêbado' na TV

O repórter que viralizou na web, acusado de entrar 'bêbado' no ar, vive na verdade um grande trauma, que foi revelado por um amigo

Keila Jimenez|Do R7 e Keila Jimenez

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Ángel Sastre parecia confuso durante transmissão ao vivo
Ángel Sastre parecia confuso durante transmissão ao vivo

Bastou uma entrada ao vivo nada convencial para o repórter espanhol Ángel Sastre ser acusado por espectadores de ir trabalhar 'bêbado'.

Sastre, que trabalha no Notícias Cuatro, da Espanha, estava cobrindo os atos de violência envolvendo a final da Copa Libertadores da América, na Argentina. 


Quando surgiu no ar, o repórter parecia não conseguir se posicionar diante da câmera e não terminava direito as frases. 

A imagem viralizou e virou piada nas redes sociais. Manchetes como : "Jornalista embriagado faz ao vivo surreal para TV Espanhola" tomaram conta das redes sociais.


O que as pessoas não sabiam é que a 'confusão' de Sastre nada tem a ver com bebida e sim com uma história muito triste.

Um de seus colegas de trabalho, o também jornalista Antonio Pampliega veio a público explicar que o colega sofre com as sequelas de um sequestro ocorrido na Síria, em 2015, pela Al Qaeda, enquanto cobria a guerra no país.


“É lamentável o linchamento público ao qual Ángel está sendo submetido. Ángel não está bem. É óbvio. Mas nenhum de nós está", disse Pampliega, que também esteve sequestrado em um total de 299 dias durante a cobertura do conflito armado.

“Depois de tudo, eu também acelerei, perdi o controle de minha vida. Fiz centenas de coisas que vou me arrepender. Sinto muito, Angel. Me dói ver colegas de profissão ‘colocando ainda mais gasolina’ na situação delicada”, relatou o amigo.


Ambos os espanhóis ficaram sequestrados por 299 dias na Síria, até serem resgatados em maio de 2016.

Os dois desapareceram no dia 12 de julho de 2015, perto da cidade de Aleppo, no norte da Síria. A região estava sob o controle de uma ramificação da Al-Qaeda conhecida como Frente Nusra.

O jornalista carrega traumas do período em que exerceu o cargo de correspondente internacional em zonas de conflito. Há anos, Sastre convive com transtorno pós-traumático, fruto de todas as cenas que testemunhou de perto.

Em entrevista, Sastre disse estar triste e irritado com o ocorrido. Diz que sabe que se saiu mal no ar, mas não imaginava que iria levar fama de 'bêbado'.

Confira como a notícia e as imagens de Ángel viralizaram:

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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