Sur Vermut traz 13 marcas latino-americanas a São Paulo
Evento de 20 de setembro reúne produtores de sete países para degustações e oficinas

O vermute cresceu no Brasil principalmente pelo caminho da coquetelaria, na avaliação de Alvaro Aniano, bartender, sommelier e sócio da uruguaia Vermut Flores. Ele cita o Rabo de Galo como exemplo de drinque que ajudou a manter a bebida por aqui, embora o consumo puro ainda seja pouco difundido. O Sur Vermut chega a São Paulo com a proposta de apresentar esse outro lado da garrafa.
A terceira edição do encontro acontece em 20 de setembro, no HiFi Community, na Vila Leopoldina. Participam 13 marcas da Argentina, Bolívia, Brasil, México, Paraguai, Peru e Uruguai. As duas primeiras edições foram realizadas em Montevidéu, em 2024 e 2025, pela Vermut Flores. A edição brasileira é organizada em parceria com a San Basile Destilaria.
Aniano relaciona o vermute à cultura do aperitivo, hábito de beber antes das refeições que também reserva tempo para conversa e convivência. “No Uruguai, nossos avós sempre tomaram vermute”, conta.
No Brasil, a bebida permaneceu mais ligada ao balcão dos bares e às receitas de coquetéis. Durante o encontro, o público poderá prová-la nas bancadas dos produtores e conversar com quem escolhe os vinhos, ervas, raízes, flores, frutas e especiarias de cada rótulo.
Entre as brasileiras, a Companhia dos Fermentados, de São Paulo, usa bases fermentadas de caju, jabuticaba, mel e cerveja. Há rótulos com café e outros que levam vinho e botânicos brasileiros.
A Gargalo, de Curitiba, produz um rosado com cataia, catuaba, guaco e erva-mate tostada. No evento, lançará um tinto preparado com pixuri, favas de aridã, sassafrás, erva-mate verde e folhas de graviola.
Criada em Paraty, em 2022, a La Finca levará o Mata Atlântica, vermute tinto com botânicos da região, entre eles noz-moscada e pacová, além do Rosso. A San Basile participa com o Rosso, de perfil italiano, os brancos Dry e Extra Dry e o Merlot Quinado, vinho fortificado com adição de quinino.
A Suspírito, de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, trabalha com vinhos de uvas cultivadas na região, como Trebbiano, Chardonnay e Riesling. Seu vermute tinto reúne 32 botânicos, entre eles cereja, figo turco, baunilha, losna, hibisco, limão-siciliano e tâmara.
Há também uma versão envelhecida em barrica francesa que antes recebeu Chardonnay. A Tero nasceu de uma receita caseira desenvolvida pelos sócios do Bar Tero, em Botafogo, no Rio de Janeiro. A casa produz quatro versões: Branco, Tinto, Laranja e Rosé.
A argentina La Fuerza usa Malbec no Rosso e Torrontés no Blanco. Primavera en los Andes e La Fuerza Sideral levam botânicos andinos.
Os rótulos chegam ao Brasil pela La Pastina. Do Uruguai, a Flores produz Rojo e Rosado com Tannat e um branco à base de Albariño. Lúpulo, rosa e flor de sabugueiro estão entre os botânicos da marca, importada no Brasil pela Berkmann.
A Avelino produz pequenos lotes com ingredientes colhidos em diferentes regiões do Peru. O Rojo tem base de vinho da uva Itália; o Rosa usa Quebranta, variedade empregada na produção de pisco; e o Reserva passa por barris de carvalho francês de primeiro uso.
A paraguaia La Vermuteria reúne bar, restaurante, música e produção artesanal em Assunção. Seus quatro rótulos são Guarani, com erva-mate, erva-cidreira e cascas cítricas; Afrutado, com maçã, laranja e cereja; Cítrico, marcado pelo maracujá; e Cacau, com baunilha e chocolate.
O México estará representado pela Stravatto e pela VDC. A primeira produz o Bianco e o Classico Rosso com Chenin Blanc. O Rosso Dry combina Merlot e Cabernet Sauvignon com zimbro, jalapeño, erva-mate, gengibre, lúcia-lima e mais de 20 espécies.
A VDC nasceu de experiências caseiras e entrou no cardápio do bar Carmel, na Cidade do México. Seu tinto usa Malbec da região de Querétaro e 21 botânicos.
A boliviana Yerbasanta encerra a lista com dois rótulos. O Blanco Andino combina Moscatel de Alexandria com ingredientes das montanhas, como rica-rica, k’hoa e molle. O Rosso Amazónico reúne o amargor da losna e da carqueja com cupuaçu, abacaxi, laranja e limão.
O ingresso custa R$ 50 e inclui um copo do evento, degustação livre nas bancadas e acesso às oficinas, aulas práticas e palestras. A programação terá DJs e um menu de coquetéis, comidas e petiscos do HiFi Community, vendidos separadamente.
Sur Vermut
Quando: 20 de setembro de 2026, a partir das 12h30.
Onde: HiFi Community, Rua Mergenthaler, 1177, Vila Leopoldina, São Paulo.
Ingressos: R$ 50, pela plataforma Sympla.
✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp















