Giovanna Antonelli celebra cinema brasileiro além das comédias: ‘Não cabe em rótulos’
Atriz fala sobre a expansão do audiovisual nacional e destaca diversidade de gêneros ao estrelar o suspense ‘Rio de Sangue’
Cine R7|Maria Cunha
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O cinema brasileiro atravessa um período de maior visibilidade internacional e de expansão de gêneros, com produções que vão da comédia ao suspense ganhando espaço dentro e fora do país.
Para Giovanna Antonelli, protagonista do thriller Rio de Sangue, que estreou nos cinemas na última quinta-feira (16), esse movimento também revela uma mudança na forma como o Brasil enxerga sua própria produção audiovisual.
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Em entrevista exclusiva ao Cine R7, a atriz defende que o cinema nacional tem espaço para explorar diferentes linguagens sem perder sua identidade.
“Eu acho que o cinema brasileiro sempre foi muito plural. Eu já fiz muita comédia, comédia romântica, que são uma vitrine popular maravilhosa. Mas há essa mudança de percepção, não só de fora, mas da gente sobre a gente. Também nos permitimos ocupar outros territórios com mais segurança”, afirmou.
Rio de Sangue
Dirigido por Gustavo Bonafé, o filme acompanha Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli), uma policial jurada de morte pelo narcotráfico que foge de São Paulo para o Pará em busca de proteção e da chance de se reaproximar da filha, Luiza (Alice Wegmann).
A situação se intensifica quando a jovem, que atua como médica em uma missão humanitária na região amazônica, é sequestrada por garimpeiros durante uma expedição, dando início a uma corrida contra o tempo em meio à floresta.
Para Giovanna, produções como Rio de Sangue ajudam a ampliar a percepção sobre os caminhos possíveis da produção nacional. “Esse filme entra nesse lugar porque tem estrutura de cinema de gênero, mas não fica imitando alguma coisa de fora. Pelo contrário: as protagonistas são duas mulheres.”

O momento também coincide com uma fase de maior projeção internacional do cinema nacional. No ano passado, o Brasil conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles.
Em 2026, O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura, chegou à premiação com quatro indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção de Elenco.
Durante anos, a produção brasileira ficou fortemente associada às comédias que dominaram as bilheterias, como Minha Mãe É Uma Peça e o clássico O Auto da Compadecida. Para a atriz, no entanto, a força do cinema nacional está justamente em sua diversidade.
“Esse Brasil desse tamanho, gente, ele não pode caber num rótulo. Talvez o nosso diferencial seja justamente não caber.”
A percepção também é compartilhada pelos colegas de elenco. Para Felipe Simas, Rio de Sangue também reflete um momento de maior confiança no próprio audiovisual brasileiro.
“É importante lembrar que o padrão nacional é muito bom. E não pensar no nosso cinema como algo que precisa da aprovação de fora. A gente se aprova, a gente olha para o que faz e sente orgulho”, afirma.
O ator também destaca que a produção aposta em uma narrativa que amplia o gênero do suspense.
“Rio de Sangue vem nesse lugar de fazer algo um pouco diferente do que a gente está acostumado a assistir. Acho que a gente acertou o alvo com esse filme e abriu um espaço para novas produções.”

Já Alice Wegmann chama a atenção para outro elemento central do projeto: o cenário da narrativa.
“A gente está tirando um pouco os filmes de ação do eixo Rio-São Paulo e levando para o Pará. Filmamos por dois meses entre Santarém e Alter do Chão e fomos muito bem recebidos lá. O filme só poderia acontecer nesse lugar.”
Misturando drama familiar, suspense policial e ação, Rio de Sangue aposta justamente nessa combinação de elementos para ampliar as possibilidades da produção nacional — algo que, para Giovanna Antonelli, reflete a diversidade do próprio país.
“É profundamente brasileiro no cenário, no conflito e na tensão. No fim, a gente está assumindo a nossa própria narrativa”, finaliza a atriz.
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