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Aprendiz de cozinheira

Tendências já são realidade no futuro da comida

As previsões da Mintel para 2026 já viraram produtos nas prateleiras de 2025; descubra como 12 inovações selecionadas pela TIME provam que o futuro chegou antes

Aprendiz de Cozinheira|Aline SordiliOpens in new window

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Produtos alimentícios criados em laboratório são tendência para 2026
Produtos alimentícios criados em laboratório são tendência para 2026 Gemini

Sabe aquela sensação de ler uma previsão de mercado e pensar “ah, bonito no papel, mas cadê na prática”? Pois é, não vai dar para ter esse ceticismo desta vez.

A Mintal acabou de mapear as três grandes tendências globais de alimentação para 2026. E a revista TIME, quase que respondendo em tempo real, mostrou as 12 maiores inovações de food & drink de 2025. O resultado? Um casamento perfeito entre teoria e prática, entre radar estratégico e produto na prateleira.


Diversidade nutricional não é mais papo de nutricionista descolada. É proteína fúngica que combina fibras e micronutrientes. É salmão cultivado em laboratório livre de metais pesados. É banana editada geneticamente para durar mais e preservar vitaminas.

Tradição rejuvenescida não é nostalgia vazia. É robô que cozinha como chef humano recuperando receitas clássicas. É manteiga criada em biorreator imitando sabor e textura ancestrais. É método japonês milenar de abate de peixes agora automatizado por IA.


Sensorialidade intencional não é frescura de marketing. É goma vegana com espuma interna. É máquina que programa diferentes texturas de sorvete. É carbonatação personalizada sem desperdício de embalagem.

O que você vai ler a seguir são conexões reais entre o que os especialistas previram e o que startups, foodtechs e marcas emergentes já fizeram acontecer. É o mapa e a prova viva, lado a lado. São ondas já materializadas por startups, laboratórios, foodtechs e marcas emergentes. No Brasil, isso abre espaço para:


  • produtos funcionais com proteínas híbridas;
  • ingredientes brasileiros nativos aplicados com tecnologia;
  • textura como diferencial competitivo em snacks, bebidas e sobremesas;
  • biotecnologia para frutas, gorduras e proteínas;
  • design sensorial como nova alavanca de posicionamento.

E o recado para quem trabalha, estuda ou empreende em alimentação no Brasil é cristalino: essas ondas não estão chegando. Elas já quebraram. Você vai surfar ou só assistir da areia?

Food & Drink – Mapeamento da Time Magazine


  1. Aerflo System – Waste-Free Sparkling Water• Empresa: Aerflo• Startup que criou o sistema portátil de carbonatação para transformar garrafa de água em água com gás, focada em zero desperdício de latas e garrafas.
  2. Aeropress Premium – Simple and Stylish Coffee• Empresa: AeroPress, Inc.• É a própria fabricante clássica da AeroPress que lançou a versão Premium em vidro e metal.
  3. Better Meat Co. Rhiza – An Innovative Alt-Protein• Empresa: The Better Meat Co.• Foodtech americana que desenvolve a proteína fúngica Rhiza para ser usada em produtos híbridos ou 100% alternativos.
  4. Bubs – Foamy Vegan Gummies• Marca: Bubs• Origem: família Lindström, na Suécia.• Proprietário atual: Orkla Snacks (grupo norueguês que detém a marca de balas Bubs).
  5. Cann – An Alcohol-Free Buzz• Empresa/marca: Cann (também conhecida como Cann Social Tonics)• Bebida social com microdose de cannabis, fundada por ex-consultores e graduados de Stanford e Harvard.
  6. Kara Pod – Coffee From Thin Air• Empresa: Kara Water• O Kara Pod é o aparelho de bancada da empresa que transforma ar em água potável mineralizada e também prepara café.
  7. Ninja Swirl by Creami – Any-Serve Ice Cream• Marca: Ninja (linha Creami), da empresa SharkNinja• A TIME credita o produto à Ninja e o material promocional remete à SharkNinja como fabricante de eletrodomésticos.
  8. Posha – Robotic Home Chef• Empresa: Posha (antes chamada Nymble)• Foodtech de São Francisco focada em robô de cozinha autônomo com visão computacional e IA para cozinhar “como um chef humano”.
  9. Savor Butter – Lab-Grown Fats• Empresa: Savor• Startup que desenvolve gorduras sem origem animal, quimicamente semelhantes às gorduras tradicionais, com menor pegada de CO₂, água e terra.
  10. Shinkei Poseidon – A More Humane Approach to Commercial Fishing• Empresa: Shinkei Systems• A empresa vende o peixe processado com o robô sob a marca Seremoni, focada em restaurantes e varejo premium.
  11. Tropic Non-Browning Banana – Longer-Lasting Bananas• Empresa: Tropic ou Tropic Biosciences• Biotech sediada em Norwich que desenvolveu a banana editada geneticamente para escurecer menos e reduzir desperdício.
  12. Wildtype Salmon Saku – The First Lab-Grown Seafood• Empresa: Wildtype• Empresa de frutos do mar cultivados em célula, baseada em São Francisco, responsável pelo salmão “saku” aprovado pela FDA.

Tendência 1 Mintal – “MAXXING OUT, DIVERSITY IN”

Diversidade nutricional

Acabou a era do “protein maxxing”. O consumidor não quer mais apenas mais proteína. Ele quer diversidade funcional.

O que você precisa dominar:

  • Formulação com ingredientes funcionais diversos
  • Análise de sinergia nutricional entre componentes
  • Validação de claims de múltiplos benefícios
  • Técnicas de incorporação sem comprometer textura/sabor

Conexão com a TIME 2025:

  • Better Meat Co. – Rhiza (alt-protein fúngica)A proteína Rhiza é um ótimo exemplo do que a Mintel prevê:• não é “só proteína”, é proteína + fibras + micronutrientes• nasce da fermentação, combina múltiplos benefícios nutricionais• substitui ou complementa proteínas tradicionaisEssa inovação conversa diretamente com “diversidade funcional”.
  • Wildtype – Salmon Saku (salmão cultivado)• cria uma nova origem de proteína rica em ômegas e nutrientes• entrega um alimento mais puro, sem metais pesados• adiciona diversidade ao repertório de proteínas marinhasSe encaixa no eixo de proteínas alternativas com valor funcional ampliado.
  • Tropic – Non-Browning Banana• reduz desperdício• preserva micronutrientes por mais tempo• facilita formulações com frutas em alimentos funcionais

Em resumo

A TIME mostra que a diversidade nutricional já saiu do discurso e virou produto real, escalável e de varejo.

Tendência 2 Mintal – “RETRO REJUVENATION”

Rejuvenescimento Retrô

Tradição virou tecnologia. Fermentação ancestral, ingredientes nativos e preservação natural estão em alta.

O que você precisa dominar:

  • Técnicas de fermentação controlada para escala industrial
  • Métodos de preservação natural (defumação, salga, desidratação)
  • Sourcing de ingredientes nativos e rastreabilidade
  • Adaptação de receitas tradicionais para shelf-life comercial

Conexão com a TIME 2025:

  • Kara Pod – Coffee From Thin Air• não é “ancestral”, mas conversa com tradição (café) reinterpretada com tecnologia radical• representa a lógica de “revitalizar categorias tradicionais com processos inovadores”
  • Posha – Robotic Home Chef• resgata técnicas clássicas de preparo• traduz práticas culinárias tradicionais para programação algorítmica• aproxima tecnologia de receitas caseiras
  • Savor Butter – Lab-Grown Fats• pega um ingrediente tradicionalíssimo (gordura/manteiga)• recria com biotecnologia• imita sabor, textura e comportamento culinárioÉ literalmente tradição rejuvenescida por ciência.
  • Shinkei Poseidon – pesque e abata como no método japonês ancestral (ike jime)• combina um processo tradicional de altíssima qualidade• com automatização robótica• preserva sabor, textura, frescor e históriaÉ o melhor exemplo possível de “retro rejuvenation”.

Em resumo

A TIME confirma que a fusão entre ancestralidade + tecnologia não é tendência distante, mas uma prática viva que move foodtechs.

Tendência 3 Mintal – “INTENTIONALLY SENSORY”

Experiência Sensorial Intencional

Textura e aroma agora são estratégia. Produtos multissensoriais não são mais “coisa de marketing” – são ciência aplicada.

O que você precisa dominar:

  • Análise sensorial estratégica (não apenas descritiva)
  • Formulação para diferentes necessidades (disfagia, sensibilidade tátil)
  • Controle de textura em multicamadas e liberação de aroma
  • Design de experiência que vai além do sabor

Conexão com a TIME 2025:

  • Bubs – Foamy Vegan Gummies
  • goma vegana com espuma interna, textura multifásica• sensação tátil diferenciada• aplicação explícita de ciência sensorial
  • Ninja Swirl by Creami – texturas programáveis de sorvete• permite criar soft, gelato, frozen yogurt ou sorvete rígido• trabalha com aeração, incorporação de ar e camadas sensoriais• entrega controle da experiência sensorial caseira
  • Aerflo System – água com gás sem resíduos• carbonatação sob demanda permite ajustar sensação de boca (carbonatação fina ou intensa)• textura das bolhas vira parte do produto
  • Savor Butter• manteiga cultivada que replica textura, cremosidade e comportamento térmico• é pura engenharia sensorial aplicada
  • Wildtype – Salmon Saku• textura, firmeza e boca são prioridade absoluta• o produto é projetado para sashimi, onde sensorialidade é tudo

Em resumo

A TIME mostra que a tendência é real: marcas vencedoras estão criando produtos guiados por textura, aroma, sensação e microexperiências.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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